domingo, 10 de maio de 2009

PARA LEMBRAR E NÃO ESQUECER

Jovens do Com.Domínio Digital - Pacatuba

Registrei alguns momentos vividos por nós na semana passada ( 4 a 7 de maio) e agora podemos continuar discutindo... aprofundando. Isso é muito importante para nos apropriarmos dos significados desses momentos e levar para vida.


Texto: TRAVESSIA

" O Real não está na saída e nem na chegada. Ele se dispõe para gente é no meio da travessia"
G. Rosa

Como estamos empreendendo essa travessia?

Poemas: Poema de Sete Faces ( Carlos Drummond de Andrade) - Com Licença Poética (Adélia Prado) - Até o Fim ( Chico Buarque)

Reflexões: Qual a percepção temos de nós mesmos? Existe um destino traçado?


Textos: A Caminho do Crescimento Pessoal e Auto-Estima, Auto-Conceito, Auto-Confiança e Realização.

"O importante não é o que fizeram de nós, mas o que nós faremos com aquilo que fizeram de nós". Jean Paul Sartre

Para você qual é o caminho do crescimento pessoal?

Como a auto-estima interfere nessa caminhada?

Qual a mensagem desses textos discutidos foi mais marcante?

Queridos estou aguardando sua passagem sempre bem-vinda por aqui!
bjs para todos!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

ESPECIALMENTE PARA OS JOVENS DO COM.DOMÍNIO DIGITAL

Vocês lembram que falei que podemos "puxar o cordão" das nossas discussões? Pois bem vamos aproveitar esse espaço com essa intenção. Em algumas ocasiões sinto que o tempo não permite ir além, e aí temos que colocar um ponto final onde merecia apenas uma vírgula.
Hoje na hora do intervalo o Antônio Braga da turma da tarde falou que ficou algum tempo pensando sobre nossas discussões acerca dos poemas ( Poema de Sete Faces - Com Licença Poética e Até o Fim) e aí confirmei o que eu já sabia!
Hoje uma amiga me mandou esse texto do Fernando Pessoa. Leiam é possível continuar! O texto tem relação com os temas que estamos discutindo? O que você achou?
Espero encontrar você por aqui!
Um abraço!


Quase - Fernando Pessoa

"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

Fernando Pessoa.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Com.Domínio Digital

Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que o princípio básico que orienta o trabalho do Com.Domínio Digital é o foco no jovem como parceiro em todas as fases do processo, como autor, co-autor, interlocutor e agente.
Assim sendo, o Com.Domínio Digital se constitui em um projeto de educação integral e tem como objetivo formar e inserir social e economicamente jovens que vêm de escolas públicas e que não têm fácil acesso a oportunidades de qualificação para o ingresso no moderno Mundo do Trabalho. O Com.Domínio Digital tem a intenção de provocar a melhoria das condições gerais de vida dos jovens - pessoais, familiares, comunitárias, profissionais - e impactar indiretamente nas vidas de suas famílias, das suas comunidades e da região onde vive.
O Com.Domínio Digital não é um treinamento ou curso, mas sim de um processo de formação integral e integrada, onde todos os envolvidos - adultos e jovens - aprendem e crescem mutuamente.
O dia a dia do Com.Domínio Digital:
O programa de formação se realiza em regime de segundo turno, ou seja, no período complementar à escola três vezes por semana e cumpre 580 horas. Envolvendo três áreas do conhecimento:

  • Desenvolvimento Pessoal e Social - DPS
  • Tecnologia da Informação e Comunicação - TIC
  • Contexto das Relações de Trabalho - CRT

Fonte: Caderno do Participante do Com.Domínio Digital

Para outras informações http://comdominio.arteblog.com.br/89579/Com-Dominio-Digital/

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Mergulhando em outro projeto !

Caros alunos estou envolvida em um novo projeto. A escola Casimiro aderiu ao Com.Dominio Digital e juntamente com os professores Kenyo e Reinaldo estamos assumindo o projeto.
A proposta do Com.Domínio Digital é instigante e estimulante, logo mais estarei disponibilizando no blog detalhes acerca do mesmo.
Esse espaço agora estará voltado para essas novas experiências e quero contar com a participação daqueles que estão envolvidos e também daqueles que tem curiosidades ou contribuições a fazer.

segunda-feira, 16 de março de 2009

CELEBRAR É PRECISO!

Nos dias 16, 17 e 18 de março a nossa escola Casimiro Leite de Oliveira (Pacatuba/Ceará) completa nada menos que 31 anos de existência.
Lembrar o passado é uma excelente oportunidade para nos alegrar com nossas conquistas e rever nossos erros e assim continuar avançando na perspectiva de construir uma sociedade mais digna para todos.
Então vamos festejar esse aniversário com muito entusiasmo!
Parabéns para todos que fazem essa querida escola Casimiro Leite de Oleiveira!

COMO A SOCIOLOGIA PODE AJUDAR EM NOSSAS VIDAS?

AUTOR: Anthony Giddens



CONSCIÊNCIA DAS DIFERENÇAS CULTURAIS

Primeiramente, a sociologia nos permite ver o mundo social a partir de outros pontos de vista que não são o nosso. Com freqüência, se compreendemos propriamente como os outros vivem, também adquirimos melhor entendimento de quais são seus problemas. Políticas práticas que não são baseadas numa consciência bem-informada dos modos de vida das pessoas afetadas por elas têm poucas chances de sucesso. Assim, um assistente social branco, operando numa comunidade predominantemente negra, não ganhará a confiança de seus membros sem desenvolver uma sensibilidade às diferenças na experiência social, que, amiúde, separam brancos e negros.


AVALIANDO OS EFEITOS DAS POLÍTICAS

Em segundo lugar, a pesquisa sociológica fornece ajuda prática na avaliação dos resultados de iniciativas políticas. Um programa de reforma prática pode simplesmente fracassar em realizar o que seus planejadores buscavam ou pode trazer conseqüências involuntárias e desastrosas. Por exemplo, nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, grandes blocos residenciais públicos foram edificados em centros urbanos de muitos países. Eram planejados para fornecer altos padrões de acomodação a grupos de baixa renda que viviam em cortiços, oferecendo nas proximidades instalações de compras e outros serviços urbanos. Contudo, pesquisas mostram que muitas pessoas que haviam se mudado de suas habitações anteriores para grandes blocos de edifícios sentiram-se isoladas e infelizes. As altas edificações e os shoppings centers nas áreas mais pobres dilapidaram-se e forneceram terreno fértil a assaltos e a outros crimes violentos.


AUTO-ESCLARECIMENTO

Em terceiro lugar – e de certo modo, mais importante – a sociologia pode nos fornecer AUTO-ESCLARECIMENTO – uma maior autocompreensão. Quanto mais sabemos por que agimos como agimos e como se dá o completo funcionamento de nossa sociedade, provavelmente seremos mais capazes de influenciar nossos próprios futuros. Não deveríamos ver a sociologia como uma ciência que auxilia somente os que fazem políticas – ou seja grupos poderosos – com o fito de tomarem decisões informadas. Não se pode supor que os que estão no poder sempre levarão em consideração, em suas políticas, os interesses dos menos poderosos ou menos privilegiados. Grupos de auto-esclarecimento podem frequentemente se beneficiar da pesquisa sociológica e responder de forma efetiva às políticas governamentais ou formar iniciativas próprias. Grupos de auto-ajuda com Alcoólicos Anônimos, ou movimentos sociais como o movimento ambiental, são exemplos de grupos sociais que têm buscado diretamente realizar reformas práticas com considerável sucesso.


QUESTÕES PARA DEBATE:


COMO A SOCIOLOGIA PODE AJUDAR EM NOSSAS VIDAS?
Partindo da compreensão do texto estudado, responda as questões abaixo:

Qual a importância de compreender o modo de vida das pessoas para a elaboração de políticas públicas?
De acordo com o texto a pesquisa sociológica contribui na avaliação dos resultados das políticas públicas. Em sua opinião, qual a importância da avaliação dos resultados?
“... A sociologia pode nos fornecer o auto-esclarecimento”. Explique a frase de acordo com o seu entendimento.
Pense agora sobre o lugar onde você vive e identifique as políticas públicas que sua comunidade tem acesso e após faça sua avaliação sobre essas políticas.

O QUE É SOCIOLOGIA?

AUTOR: Antony Giddens

Hoje vivemos – no começo do século XXI – num mundo profundamente preocupante, porém repleto das mais extraordinárias promessas para o futuro. È um mundo inundado de mudanças, marcado por enormes conflitos, tensões e divisões sociais, como também pelo ataque destrutivo da tecnologia moderna ao ambiente natural. Mesmo assim, temos possibilidades de controlar nosso destino e moldar nossas vidas para melhor, de um modo inimaginável para as gerações anteriores.
Como esse mundo surgiu? Porque nossas condições de vida são tão diferentes daqueles de nossos pais e avós? Que direção as mudanças tomarão no futuro? Essas questões são a principal preocupação da sociologia, um campo de estudo que consequentemente tem um papel fundamental na cultura intelectual moderna.
A sociologia é o estudo da vida social humana, dos grupos e das sociedades. È pretensão da sociologia é estudar o nosso próprio comportamento como seres sociais.
A maioria de nós vê o mundo a partir de características familiares a nossas próprias vidas. A sociologia mostra a necessidade de assumir uma visão mais ampla sobre por que somos como somos e por que agimos como agimos. Ela nos ensina que aquilo que encaramos como natural, inevitável, bom ou verdadeiro, pode não ser bem assim e que os “dados” de nossa vida são fortemente influenciados por forças históricas e sociais. Entender os modos sutis, porém complexos e profundos, pelos quais nossas vidas individuais refletem os contextos de nossa experiência social é fundamental para o estudo sociológico.

PENSAR SOCIOLOGICAMENTE

Aprender a pensar sociologicamente – olhando- em outras palavras, de forma mais ampla – significa cultivar a imaginação. Estudar sociologia não pode ser apenas um processo rotineiro de adquirir conhecimento. Um sociólogo é alguém que é capaz de se libertar da imediatidade das circunstâncias pessoais e apresentar as coisas num contexto mais amplo. O trabalho sociológico depende daquilo que o autor norte-americano C. Wright Mills, numa frase famosa, chamou de imaginação sociológica.
A imaginação sociológica, acima de tudo, exige de nós que pensamos fora das rotinas familiares de nossas vidas cotidianas, a fim de que as observemos de modo renovado. Considere o simples ato de tomar café. O que poderíamos dizer, a partir de um ponto de vista sociológico, sobre esse exemplo de comportamento aparentemente desinteressante? Muitas e muitas coisas.
Poderíamos assinalar, antes de tudo, que o café não é somente um refresco. Ele possui um valor simbólico como parte de nossas atividades sociais diárias. Frequentemente, o ritual associado a beber café é muito mais importante do que o ato de consumir bebida propriamente dita. Para muitos ocidentais, a xícara de café pela manhã ocupa o centro de uma rotina pessoal. Ela é o primeiro passo essencial, para começar o dia. O café bebido de manhã é muitas vezes seguido depois, durante o dia, por um café em companhia de outras pessoas – a base de um ritual social. Duas pessoas que combinam de se encontrar para o café estão, provavelmente, mais interessadas em ficarem juntas e conversas do que naquilo que realmente bebem. Na realidade, comer e beber, em todas as sociedades, fornecem ocasiões para a interação social e para a realização de rituais, oferecendo um assunto rico pra o estudo sociológico.
Em segundo lugar, o café é uma droga, por conter cafeína, que tem um efeito estimulante sobre o cérebro. Muitas pessoas bebem café pelo “estímulo extra” que ele produz. Dias longos de trabalho e noites de estudo até tarde tornam-se mais toleráveis graças ás pausas para o café. O café é uma substância que cria dependência, mas os viciados em café não são vistos pela maioria das pessoas na cultura ocidental como usuários de drogas. Como o álcool. O café é uma droga socialmente aceita, enquanto há sociedades que toleram o consumo do álcool e desaprovam o café. Os sociólogos estão interessados na existência dos contrastes.
Em terceiro lugar, um indivíduo que bebe uma xícara de café é apanhado numa complicada trama de relacionamentos sociais e econômicos que se estendem pelo mundo. O café é um produto que conecta as pessoas das mais ricas e das mais empobrecidas partes do planeta: ele é consumido em grandes quantidades em países ricos, mas é cultivado principalmente em países pobres. Ao lado do petróleo, o café é uma das mercadorias mais valiosas no comércio internacional; ele fornece a muitos países sua maior fonte de rendas. A produção e a distribuição de café requerem transações contínuas entre pessoas a milhares de quilômetros de distancia do consumidor. Estudas tais transações globais é uma importante tarefa da sociologia, uma vez que muitos aspectos de nossas vidas são agora afetados por influencias e comunicações sociais em escala mundial.
Em quarto lugar, o ato de beber café pressupõe todo um processo passado de desenvolvimento social e econômico. Da mesma forma que outros itens da dieta ocidental agora familiares – como chá, bananas, batatas e açúcar branco – o café passou a ser largamente consumido a partir de fins do século XIX. Embora a bebida tenha se originado no Oriente Médio, seu consumo de massa, remonta ao período de expansão ocidental, que data de um século e meio. Virtualmente, todo café que bebemos hoje vem de áreas (América do Sul e África) que foram colonizadas pelos europeus; não é, portanto, de forma alguma, uma parte “natural” da dieta ocidental. O legado colonial tem tido um impacto enorme no desenvolvimento do comércio mundial de café.
Em quinto lugar, o café é um produto que permanece no centro dos debates contemporâneos sobre globalização, comércio internacional, direitos humanos e destruição ambiental. Como o café tem crescido em popularidade, ele passou a ser uma “marca” e ficou politizado: as decisões que os consumidores fazem sobre qual tipo de café beber e onde adquirir têm tornado-se escolhas de estilos de vida. Os indivíduos podem escolher beber somente café orgânico, café naturalmente descafeínado ou café “comercializado honestamente” (através de esquemas que pagam integralmente os preços de mercados a pequenos produtores de café em paises em desenvolvimento). Os consumidores podem boicotar o café vindo de certos países que violam os direitos humanos e acordos ambientais. Os sociólogos estão interessados em entender como a globalização aumenta a consciência das pessoas acerca de assuntos que vêm ocorrendo em cantos distantes do planeta, estimulando-as a desenvolver novo conhecimento em suas próprias vidas.


“Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”!